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| Semana dourada |
| 05.03.07 (9:06 pm) [edit] |
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Depois de bastante trabalho, o Japao da aos seus habitantes uma semana de ferias. Apenas uns 5% das empresas permitem emendar o feriado. A obra onde eu estou trabalhando permitiu.
Vim passar esse feriado na minha casa em Shiki. Num dia meu aniversario, no outro Yuuko tira o ciso. Tirar o ciso pode ser um lance violento.
Ontem fomos ver uma exposicao dum arquiteto Fujimori. Professor da Universidade de Toquio, membro de uma sociedade de exploracao das ruas. A exposicao foi a mesma de uma bienal de arquitetura na Italia. O cara trabalha com materiais naturais, tetos vegetais e manda bem. Aqui um link~ http://www.designboom.com/sna...
Vamos agora fazer um passeio. O lance negativo dos feriados e que todo mundo esta livre pra lotar qualquer lugar. Vamos ver.
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| trabalho 1 |
| 12.02.06 (2:27 am) [edit] |
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Ha duas semanas trabalho trabalho na construção de uns prédios num autódromo.
Desde a penultima reuniao eu fiquei responsavel pela administracao do deposito de combustivel. Alem desse deposito estao sendo construidos seis "casas" de equipes e um restaurante na cobertura do predio do pit stop.
O deposito vai ser feito em concreto armado e as outras construções em estrutura de aço.
Depois posto mais,
Dionisio
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| A Brasília que temos hoje |
| 08.24.06 (12:46 pm) [edit] |
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Essa foto tem algo a ver com o fato que ocorreu a alguns metros dali, no sábado à noite. Pedro Davison, o Pedrinho, ciclista, recém-formado em Biologia pela UnB, morreu atropelado quando voltava pra casa, pedalando, nessa faixa amarela do Eixão. Eu não o conhecia pessoalmente, mas era uma pessoa próxima, por ser amigo de vários amigos meus. Próxima porque eu também ando de bicicleta. Próxima porque é da Asa Sul, da UnB, do contexto. Tô dizendo isso tudo, porque me faz pensar sobre como quando é alguém próximo que se vai, sentimos muito mais do que os outros tantos que vão por outros motivos, piores ou não. Vi hoje na capa do Correio Braziliense, ainda não sabia quem era, mas já de cara senti pelo fato: olhei rapidamente e vi que foi na altura da 113 sul que ele foi atropelado. E pensei: podia ter sido eu. Notem bem que nessa minha foto, de julho de 2005, há as tartarugas na faixa amarela. O Eixão, hoje, está sem essas tartarugas, tem só a faixa amarela central. As últimas vezes que atravessei o Eixão, o que é um hábito, me senti muito inseguro. Como é hábito, uma coisa quase automática atravessar o Eixão a pé ou pedalando, não lembrava que está sem as tartarugas. Daí, toda vez que eu chegava à faixa amarela no meio, e me lembrava que as tartarugas não estavam ali, vinha esse medo forte, e eu rezava só pra que eu pudesse logo chegar ao outro lado. Isso já tem algumas semanas que está assim, e antes estava pior: sem faixa nenhuma, e o medo e perigo então estavam realmente bem maiores. Pelo que li na matéria do Leandro Bisa, no Correio Braziliense, Pedro pegou a faixa do meio porque o acostamento foi diminuído com as reformas. De acordo com o DER, aquela faixa do meio é proibida para pedestres e ciclistas. Agora, vejamos as discrepâncias entre o que é proibido ou não, o que é lei e o que é bom senso, e a realidade que as pessoas vivem. De acordo com o Código de Trânsito, o ciclista deve usar o acostamento da via, e no sentido dos veículos. Segurança pra isso, cadê??? Muita gente sempre usou, e usa essa faixa do meio do eixão, que com as tartarugas se tornava um pouco mais segura. Para as várias pessoas que atravessam o Eixão todo dia, há as passarelas subterrâneas, a cada duas quadras. Como estão essas passarelas? Em péssimo estado. Em dezembro do ano passado, eu fiz uma matéria pro JB (com ajuda da Cris Madeira) sobre as passarelas da Asa Norte, que estavam todas sem iluminação alguma (à exceção de apenas uma, que ainda tinha um pouco de iluminação precária), e mesmo assim, várias pessoas atravessavam pelas passarelas totalmente escuras, com todos os riscos que isso implica, por medo de pegar o Eixão no horário de maior tráfego. À época, a administraçã ;o regional de Brasília falou que só poderia cuidar da iluminação das passarelas depois do reveillón, já que os funcionários estavam ocupados com os preparativos da festa da prainha do lago, eu acho. Enfim, até hoje, quando passo por lá, estão todas passarelas totalmente escuras, e no Eixão Norte, também em reforma como o Sul, até a última vez que vi, estava sem faixa nenhuma. Voltando ao DER, não é certo usar a faixa central do Eixão para pedalar ou andar, ou atravessar, mas também deve haver sinalização quando uma via está em obras, e também essa via só pode ser liberada depois de finalizada a obra. Lei e bom-senso parecem não se entender muito bem. Há poucos dias, lá pelas 7 da noite, fui descer da 109 sul pra 209, pela passarela. Havia 2 PMs na entrada/saída da passarela, e perguntei pra eles se não era melhor que ficassem lá embaixo, e eles falaram que era a determinaçaõ ; que ficassem ali mesmo, do lado de fora. E também, ficam apenas nos horários de maior movimento. Fiquei só um pouco mais seguro quando os vi por lá, porque se eu passo por lá num horário de pouco movimento, é muito mais propício para alguém me apontar uma arma e me assaltar. Muito mais propício para algum maníaco estuprar alguma menina desafortunada. Quem já andou por essas passarelas, sabe que depois das escadas que você desce, há uma espécie de curva, e depois vc segue em linha reta até chegar à outra "curva", quando você vê as escadas para subir. Se alguém te pega depois dessas curvas, onde os PMs não vêem nada, pois estão acima da escada, azar o seu. Em vez de ficarem um em cada "curva", ficam lá para talvez escutarem algo. Assim como outro dia li uma matéria falando que colocarão câmeras nas passarelas. Ótimo, aí depois que vc foi assaltado ou estuprada, eles podem tentar achar o bandido. Em Brasília, se vc não tem carro e precisa atravessar o Eixão, tem que escolher: "corro risco de morrer atropelado(a) ou corro risco de ser assaltado(a), estuprado(a) no subsolo?". Voltando ao caso do Pedro. É muito amarga a ironia de que, no fim de semana que aconteceu o Meio IronMan Brasília, um ciclista seja morto por um babaca que nem sequer prestou socorro. Fugiu, foi pego, pagou fiança e responde em liberdade ao processo. Fatalidades acontecem, mas isso não foi apenas fatalidade. Além da culpa do filho da puta que atropelou, arrastou Pedro por 200 metros e fugiu, há a culpa do Estado, que adora duplicar uma via, sempre dando tudo para os carros, e nunca faz uma ciclovia. Duplicaram a L4 Norte, pensaram em ciclovia? Não. Duplicaram a L3 Norte, na UnB. Fizeram ciclovia? Não. E o problema do trânsito (dos carros) vai melhorar? Talvez por alguns anos, mas já já vão ter que duplicar tudo de novo, já que não entendem que se não tratarem de cuidar do transporte público e criar alternativas de transportes, como ciclovias, essa merda vai continuar pra sempre. Daqui a pouco, nas comerciais das quadras como a minha (210 Sul), que estão sempre engarrafadas, vão querer duplicar também. Ou tirar as calçadas, que os restaurantes babacas já tiram. Por essas e outras, às vezes falo que Brasília já era. Quando vem uma propaganda governamental exaltar que temos a melhor qualidade de vida do país, dá vontade de quebrar tudo. Qualidade de vida pra quem?? Para aqueles da ilha da fantasia, que não precisam pegar um ônibus, que não têm que caminhar, que não usam cadeira de rodas, que não pedalam correndo todo tipo de risco. CIDADE NEGLIGENTE. CIDADE DELINQÜENTE. CIDADE EXCLUSIVA E EXCLUDENTE!! Isso é desabafo pela tristeza e raiva que senti quando vi a capa do jornal de hoje, e depois fiquei sabendo quem era, tudo o que tinha pra viver, pra contar, aprender e ensinar. Repito que não o conheci pessoalmente, mas conheço a Lelê, namorada do Pedro. Lelê, tô aí na disposição pra ajudar no que puder ser feito pra que isso não seja esquecido, e no que isso puder ajudar nossa cidade. Esse desabafo é só um começo, não podemos deixar isso ser levado pelo vento e esquecermos tudo. De acordo com a matéria do Correio, até junho desse ano, já foram 34 acidentes fatais envolvendo bicicletas. Podia ter sido eu. Foi o Pedro. Podia ser qualquer um, podia ser um pedestre, um cadeirante, um velho, uma criança, ou qualquer um que precisasse atravessar ou usar o Eixão. Brasília tem que deixar de ser a cidade dos automóveis. Enquanto não se respeitar o ser humano de todas as maneiras possíveis, essa cidade não pode, NÃO PODE sequer pensar em falar de QUALIDADE DE VIDA. QUALIDADE DE VIDA TEM DE SER PARA TODOS. PARA TODOS.
Pedro, vá em paz. Lelê, se vc um dia ler isso aqui, saiba que estou à sua disposição. O que eu puder fazer para ajudar, farei. Um beijo E boa sorte para todos nós. PAZ
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| Senta que la vem historia! |
| 01.08.06 (3:24 pm) [edit] |
Terminei meu ensaio de palco muito cansado. Meu joelho estava doendo bastante. Me arrumei, sai do teatro subi as escadas logo na saida do teatro e estava na praca les Halles. O teatro inteiro existia ali debaixo dos meus pes; invisivel. Terminando de subir as escadas olhando ao redor um sujeito a uns cem metros sacodiu a cabeca no momento que meu olhar cruzou com o dele como quem diz: - Ta olhando oque!? Continuei o meu caminho que era exatamente na direcao contraria. E me perguntei se eu tinha realmente entendido direito. Olhei pra traz e ele repetiu o mesmo gesto agressivo. Que porra é essa? Quem esse cara pensa que é! Ele nao sabe com quem esta mexendo! Parei de caminhar e pensei em me virar e ir de encontro a esse homen e perguntar qual era a dele. Nesse momento um filme muito rapido e com finais variados passou numa fracao de segundo na minha cabeca. Os possiveis fins desse filme eram banais e pouco glamourosos. E meu corpo voltou a caminhar lento e cansado estava com fome. Uma parte de min disse pra outra: - Esse cara nao sabe com quem esta mexendo! Volta la e mostra pra ele! - Pra que? Esse dialogo seguiu durante alguns passos. Na velocidade do pensamento palavras sao tao rapidas que uma conversa inteira pode ocorrer entre um passo e outro. Tao rapido quanto o filme que passou antes. Uma parte estava apegada a minha expericencia de Colegio Militar. De ser respeitado “pois o Apolo troca um boxe da porra”. Nunca tinha me metido em nenhuma briga seria, nem amarelado frente a nenhuma possibilidade. Mas eu era respeitado de uma forma estranha. E assim essa parte ficou ofendida e se sentiu obrigada a provar alguma coisa a esse maluco na rua. Cansado ate pra caminhar isso nao foi argumento suficiente pra parte ofendida. Tive que perguntar a parte ofendida. Oque esse cara tava fazendo ali na rua metido a Rambo. Se ele nao estava armado? Se ele nao vendia droga? E alem do mais eu tinha duas coreografias pra dancar denoite no concurso. A discucao terminou ai. Eu precisava descancar e estava ali pra dancar e nao pra me meter a besta com alguem que nao tinha nada a perder.
Eu ja tinha comido antes num Pizza Hut do outro lado da praca. E era isso que eu precisava um buffet de saladas pra me dar energia pra noite mas de digestao facil. Entrei no restaurante de fast food, tirei minha mochila das costas meu gorro de lan e botei meu casaco numa cadeira. Me servi do buffet uma porcao generosa de couzcouz. Cuzcuz pra min era uma outra coisa. Mas essa versao eu ja conhecia da outra visita que fiz a esse restaurante. Repeti mais duas vezes de outras saladas. Tomei meio litro de soda. Paguei minha conta. E ao sair do restaurante comprei um brownie numa confeitaria simples na esquina da frente, que tambem ja conhecia. Desci umas escadas desse outro lado da praca pra pegar o metro. Tudo muito amplo e belo essas escadas que levavam ao metro eram parecidas as escadas que levavam ao teatro e ao centro de compras subterraneo que ficava no meio da praca. Nesse shopping center ainda nao tinha passeado eu so descia e subia a escada do outro lado pra ir a secretaria do concurso no teatro. Talvez isso tudo fosse interligado por baixo da terra como um formigueiro. Mas eu fazia sempre o mesmo caminho. Saindo de um tunel dum lado da praca e entrando noutro do outro lado. Reparei que o pessoal que ficava desse lado escutava reggae e pareciam ter saido ja Jamaica. E do outro lado eles pareciam saido desses videos de rap. A minha roupa hoje tambem era assim calca bem folgada com os fundilhos proximos ao joelho, touca de la enterrada na cabeca e cobrindo as sobrancelhas. E um casaco enorme.
Peguei meu metro e fui comendo meu brownie de sobremesa. Num instante eu ja estava no albergue. Paguei um pouco mais caro pra ficar sozinho no quarto. E mesmo assim ainda ficou mais em conta que o hotel mais barato. E as outras tres camas dos beliches ficaram intocadas so minhas coisas ficavam espalhadas por elas. Fechei a veneziana metalica e me deitei o sono veio rapido e automatico. Dormi umas tres horas.
APOLO a seguir cenas do prox capitulo...
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| dorme |
| 11.28.05 (6:27 am) [edit] |
Parece que tudo que é realizado, criado aqui; amigos, casas, arvores. É cercado pelo sonho. Ai quando acordar tudo vai se desfazer num instante e ficar distante até da lembranca. Vai fechar o olho na esperanca de voltar a sonhar e pegar a historia no mesmo ponto. Vai ficar deitado na cama . Reconhecer as paredes, a janela, prateleiras, livros, fotos, uma xícara enorme vazia. Lembrar como comecar um dia, e o que vem depois. Matar a primeira fome e o que vem depois. Fazer coisas pra ficar cheiroso.
Esperar e lembrar, pra onde? Escola? Universidade? Trabalho? Nao. É inverno e anoitece muito cedo. Da uma vontade enorme de voltar a dormir. Mas so pra dormir mesmo.
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| Chove |
| 11.18.05 (2:31 pm) [edit] |
Isso sao as nuvens refletindo a luz da cidade. Ai fica dificil de ver as estrelas. O ceu fica escuro. Mas tambem tem a sua beleza. As nuvens proximas ao horizonte parecem estar pegando fogo. As estrelas desaparecem, mas a noite nao é tao negra.
Caminhei pela beira de um canal. Nao sabia se estava vindo de casa ou indo pra casa. A calcada estava molhada tinha chovido muito. Chove o tempo todo. A culpa de ficar escondido em casa na frente da Tv nao é tao ruim. Chove o tempo todo. Ventava muito. Mas eu estava bem agazalhado. Olhava bastante pro chao pra evitar pisar em coco de cachorro derretido pela chuva. Ia ser chato entrar em casa com o sapato sujo dessa forma.
Aqui tem muito cachorro e janelas enormes. Eu nao gostaria de morar numa dessas casss do terreo. Ai eu teria que usar janelas com faixas foscas ou cortinas. Pra ter alguma privacidade. Mesmo curioso evito olhar pra dentro das casas. Se eu morra se assim nao ia gostar. Mesmo evitando olhar vejo bastante com o rabo de olho. O olho ve muito mais doque agente percebe, com o foco da mente.
O tempo passa rapido demais ou devagar demais. Os dias se repetem. E vai ficando tudo muito vazio. Nao vou constrindo nada. Nao encontro respostas.
Tudo tem uma razao de ser. E isso tambem vai ter…
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| excel |
| 11.14.05 (5:46 pm) [edit] |
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Depois de muito tempo de Japao, finalmente estou ocupado como os japoneses esteriotipados. Tenho um zilhao de dados para colocar em tabelas de excel, ekuseru em bom japones. Ja aprendi um pouco do programa e em vez de fazer os graficos um por um tenho apenas que trocar os dados dentro dos graficos. Para isso utilizamos o moto no deeta que aparece com o clique do botao direito.
Agora vou almocar.
Depois explico o que tem nos graficos e tal.
Beijo Dionisio
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| Guide to the Galaxy |
| 10.30.05 (4:48 pm) [edit] |
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Estou ouvindo um livro. Eh o Hitchhiker's Guide to the Galaxy. Livro muito maneiro do Douglas Adams. Na verdade o programa de radio foi feito antes dos livros.
Como o Brasil esta do outro lado do mundo, ja sinto uma certa empatia com os protagonistas da estoria.
Depois de dois anos e meio morando aqui, ja me perguntaram tantas vezes as mesmas perguntas que ja respondi de diversas maneiras. Algumas perguntas tem sentido como: "por que voce quis vir ao Japao?". Outras servem para mostrar interesse ou conhecimento: "Voce gosta de futebol?", "Todo brasileiro joga futebol?", "A capital do Brasil e Sao Paulo?" "Voces falam brasileiro?"
Essa ultima pergunta nao esta tecnicamente errada, pos em Portugal o portugues do Brasil e chamado de brasileiro. Quando respondemos que no Brasil se fala portugues alguns se assustam. Para demonstrar que isso nao e absurdo complemento: "Nos Estados Unidos nao falam estadounides."
Dionisio
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| Ritos de passagem (by Apolo) |
| 09.02.05 (1:28 am) [edit] |
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Pois e faz quase uma semana que estou lutando contra um resfriado e justamente na unica semana que se parece um pouco com verao. De um verao frio e chuvoso.
Sobre ritos de passagem... Tirar carteira de motorista, terminar a escola, entrar pra faculdade, terminar a faculdade, primeiro emprego...
Ficar resfriado é le gal no inverno ou em dias chuvosos que ai da pra curtir filmes, ficar debaixo do cobertor, etc. Ou melhor ficar resfriado e maneiro quando a Mae ta por perto.
POis é ta ai um rito de passagem pra vida adulta. Vencer um resfriado sozinho.
Apolo
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| Casarões históricos são destruídos em Minas |
| 08.23.05 (11:26 pm) [edit] |
HISTÓRIA PERDIDA
Promotoria vai processar a Igreja Universal do Reino de Deus, que demoliu as casas em processo de tombamento
Casarões históricos são destruídos em Minas
PAULO PEIXOTO DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
Quatro casarões da década de 40, construídos com mármore italiano, em ótimo estado de conservação e prestes a serem considerados patrimônio histórico, foram demolidos em Belo Horizonte, no início da manhã de um feriado, pela Igreja Universal do Reino de Deus. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais deverá ingressar com ações criminal e cível contra a Igreja Universal do Reino de Deus. A demolição ocorreu no último dia 15, um feriado municipal, no bairro de Lourdes, um dos metros quadrados mais caros da região sul da capital mineira. As edificações estavam em processo de tombamento. A Universal pretende implantar no local um estacionamento para um dos seus megatemplos no bairro. O Patrimônio Histórico da Prefeitura de Belo Horizonte informou, pela gerente Michele Arroyo, que a igreja sabia do processo de tombamento em curso, pois, além de ter sido notificada em 31 de dezembro de 2004 do interesse do município pela preservação, representantes da Universal participaram de reuniões do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico. O tombamento seria decretado pelo conselho no próximo dia 31, mas 16 dias antes a igreja fez as casas ruírem. A atitude causou indignação e protestos de vários órgãos ligados ao patrimônio e arquitetura instalados na capital mineira. O promotor Fernando Galvão disse que já começou a reunir provas para propor ação por crime ambiental (a lei ambiental regulamenta o setor de patrimônio histórico). Diz que sua maior preocupação é fundamentar bem os argumentos de forma que a igreja e os seus responsáveis não sejam obrigados a apenas pagar as multas previstas nas leis municipais e, uma vez pagas, alcançar o seu objetivo. A ação da Igreja Universal do Reino de Deus, para o Ministério Público, foi "premeditada". "Ninguém tem dúvida [da premeditação]. Todo mundo já percebeu a ação deliberada para frustrar as intenções do patrimônio público. Aqueles bens já estavam protegidos por um inventário", disse o promotor. Ele acrescentou que pretende recorrer não apenas às leis municipais e estaduais, mas também à lei federal 9.605, que trata dos crimes ambientais com as respectivas punições, como a prisão dos responsáveis. Na área cível, a intenção do Ministério Público é fazer com que a Justiça "carregue na mão" na punição pecuniária e também impeça que no local seja construído um estacionamento, dando outra destinação aos lotes, já que Galvão considera "sem sentido" a reconstrução dos casarões. Arroyo e o vereador Arnaldo Godoy (PT), representante da Câmara Municipal no conselho, disseram que não é preciso uma lei para impedir demolições de imóveis durante o processo de tombamento. "O conselho é deliberativo", afirmou o vereador. Ele disse que a própria Igreja Universal, quando adquiriu os imóveis em julho do ano passado, recorreu ao Patrimônio Histórico municipal para saber o grau de interesse do município naquela área. "Eles receberam a Carta de Grau de Proteção do Patrimônio Histórico. Sabiam, portanto, do interesse do município pelo tombamento. A própria igreja esteve presente no conselho. Foi um desrespeito", disse Michele Arroyo. Ela afirma que, independentemente disso, qualquer demolição na cidade precisa de autorização expressa da prefeitura, o que a Universal não tinha. Além de saber pelo patrimônio, o gerente de Regulação Urbana da Regional Centro-Sul, William Nogueira, disse que a igreja foi notificada no dia 31 de dezembro de 2004, por escrito, assim como todos os proprietários de imóveis daquela região, sobre os estudos para o processo de tombamento dos casarões e que, por isso, eles não poderiam ser demolidos.
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| livro |
| 08.08.05 (7:20 pm) [edit] |
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Saiu um dos livros que estou como co autor. A chefe da equipe era a Sylvia. Acho que deve dar uma boa leitura.
http://www.vitruvius.com.br/noticia/noticia4499.asp" title="http://www.vitruvius.com.br/noticia/noticia4499.asp" target="_blank"http://www.vitruvius.com.br/n...
"Lucio Costa: Brasilia's Superquadra" (Harvard Design School/editora Prestel, 2005), organizado por Farès El-Dahdah (Rice University), com artigos de Ana Luiza Nobre; Maria Elisa Costa; José Pessôa; Juan Antonio Zapatel; Matheus Gorovitz; Sylvia Fischer, Geraldo Nogueira Batista e Dionísio Alves de França; Tania Battella de Siqueira; Sandra Bernardes Ribeiro e Martha Sinoti e Farès El-Dahdah
Lançamentos
Terça-feira, 09 de agosto de 2005, às 20h00 Livraria da Travessa Rua Visconde de Pirajá , 572 - Ipanema Rio de Janeiro RJ
Quinta-feira, 11 de agosto de 2005, às 18h30 Livraria da Travessa Brasília DF
Abracos
Dionisio
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| Chao de areia ( Apolo ) |
| 07.06.05 (10:59 am) [edit] |
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Nao fui eu que escolhi vir pra ca. Esse caminho se mostrou e eu caminhei. Queria estar proximo dessa mulher. Beleza classica, cabelos negros fios grossos e lisos. Nos olhos um pouco de charme asiatico. Mas tudo que ela espera de min me assusta. E a minha forma de amar nao e suficiente.
Agora caminho por essas ruas estreitas. Mas ainda nao estou aqui. Meu ser flutua entre esferas distantes e todas diferentes.
Aqui nao sinto o chao debaixo de meus pes. Ele e duro mas parece ilusao. Parece todo ser de areia e se eu pisasse forte ele se desarranjaria debaixo dos meus pes como se eu caminha se na praia.
A praia ta ali do lado e so eu pegar o bonde ate o final da linha caminhar um pouco. O horizonte fica enorme. A areia e cinza a agua escura. E nos dias nublados tudo combina direito.
Ainda nao me banhei nesse mar escuro. Ainda nao estou aqui e tenho medo de desaparecer.
Nao escolhi vir pra ca. Mas eu caminhei ate aqui.
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| 10 minutos |
| 06.01.05 (12:36 am) [edit] |
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BIc camera
ULtraman,
Jurassic Park,
GEIPOT,
photoshop,
aulas de japones,
Horikawa,
Regulamento da Universidade,
tres centimetros de numeros,
tres centimetros de ideogramas,
disquete e cds,
cadarco vermelho novo e estilete,
escova de dente e pasta, usados em momentos que ninguem espera,
dicionario eletronico,
livro de espacos,
de elementos,
de provas,
de provas, caderno,
livro emprestado,
manual de emprego,
duas revistas mangajin, a terceira foi pra Bali,
livreto sobre casas de barro de Nara,
licro do Jacare,
Shinkenchiku, JA, Au,
Kanjigen,
porta moedas do Atomu e carteira da Argentina,
la no fundo baquetas,
papeis que nao me lembro,
5 livros e dois sacos plasticos a direita,
drills de caracteres chineses japoneses e leques a esquerda,
tres minutos
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| 05.19.05 (10:02 pm) [edit] |
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Dois ciclistas morreram atropelados ontem de manhã, na rodovia dos Bandeirantes, na Grande São Paulo. Amandio Pereira Fernandes Bacalhau, 71, e Luís Fernando Costa Rosa, 40, eram atletas conhecidos entre os adeptos do esporte e suas mortes acirram a briga dos ciclistas paulistanos com a administração da USP (Universidade de São Paulo) na capital, que proíbe os treinos em sua área desde 25 de abril.
Como ja dizia Homer Simpson ao comentar sobre os limites de velocidade: "Algumas vidas vao ser salvas. Mas milhoes de pessoas vao chegar atrasadas!"
Dionisio
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| 05.08.05 (7:28 am) [edit] |
Caminhando pela rua larga e vazia. Eu sentia saudade. Sentia falta de uma pessoa de cabelos longos e negros pele bem branca palida. De onde eu estava vindo? Continuei caminhando, me sentia leve. Leve demais parecia que eu nao sentia o chao debaixo dos meus pes. Me sentia só. Um predio antido de tijolos vermelhos janelas enormes me chamou atencao. Poderia ser uma igreja tanto como uma escola. Janelas enormes, dava pra ver salas de tetos altissimos no segundo andar. No primeiro andar as janelas refeltiam o meu fantasma. Por detras do vidro nao dava pra ver nada. Poderia ser um templo, poderia ser uma escola. Como a creche que eu vi em Genebra no caminho para a... Predio muito belo esse da minha lembranca era algo romantico e ornamentado, com muitas pilastras curvas e arcos. Esse de hoje era simples e imponente bem quadrado e antigo. Pulei rapidinho no passado pra reconhecer esse lugar e essa construcao. Pra poder comparar e relacionar com oque eu sei. Pra entender oque estava ali na minha frente. Sai de minha paisagem interna e fui ali pela rua larga observando as casas que se passavam umas modernas e cheias de andares outras antigas com menos mas na altura geral quase iguais. O trafego na rua foi ficando intenso nas esquinas carros de policia impediam o trafego de dobrar a direita. Ate que mais adiante um carro de policia impedia o trafego de seguir adiante na rua principal. E o ruido que eu ja vinha escutando faz um tempo era de um helicoptero. Que flutuava imovel na direcao da cidade que a policia impedia o trafego. Policia e helicoptero a frente e a minha direita.
Segui entao uma rua a minha esquerda essa com casas todas antigas como numa cidade classica ou barroca. A unica diferenca era que uns predios estavam bem reformados e pintados com cores vivas. E outros desbotados pelo tempo se esfacelavam em pedacos. Se eu pudesse morar num deles escolheria um dos predios machucados. Por dentro seria umido e frio. Eu teria que andar sempre de tenis e com um bom pulover alem de calca jeans. O chao nao seria nem de carpete nem de laminados de madeira. E sim de madeira real cheia de farpas e aspera ou cimento. As janelas de tao antigas deixariam passar aquele vendo frio do inverno. Eu ficaria num sofa vinho antigo no canto enrolado num cobertor tomando cha de hortelan sozinho ou vendo sombras passarem.
O dia que eu pudesse morar nessa rua os predios ja estariam todos reformados e cobertos de argamassa, pintados de verde, azul ou laranja descente. Tudo pra apagar as cicatrizes do tempo e da historia. Por dentro o chao ia parecer de madeira pros meus olhos. Mas pros meus pés descalcos ia parecer um plastico bem duro.
No final da rua tinha uma arvore enorme e bem verde. De onde eu estava vindo? Quem era essa mulher palida e de cabelos negros que eu sentia falta?
Apolo
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| golden week - parte 1 |
| 05.06.05 (1:29 am) [edit] |
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Sim, acabou a semana de ouro. Dizem que ela e golden pois ingles e muito chique por aqui. Seja o ingles falado em ingles ou ate mesmo o ingles falado em japones. Golden week em japonesa e gooruden uiiku. Tem dia do verde, dia da constituicao e dia da crianca. O dia da crianca e na verdade o dia dos meninos. O dia das meninas e o dia da hina. Um pouco antes do dia da crianca, colocam umas carpas de tecido (koinobori) em mastros nos telhados das casas que tem meninos pequenos.
Feriado e um lance muito bom. Na sexta feira era pra ter vindo a Naa la pra casa. Mas nao veio. Mas veio o Yoshirou. Ele e meu amigo da viagem pra India. Aih fomos ver o castelo de Nagoya e ... Nao, isso foi no sabado. Mas ele veio na sexta. Sexta bem a noite. Na sexta eu fui tirar fotos noturnas em Sakae. Daquelas fotos que os farois dos carros viram linhas na paisagem. O Yoshirou veio de moto de Toquio pra ca. Tudo bem se a moto dele fosse uma moto de verdade. Ele tem uma especie de mobilete.
No sabado fomos ao castelo e depois fui mais ele comprar uma camiseta no Parco, um shopping todo chique. Ele comprou uma regata de mais de 60 dolares, relativamente barata. De noite foi a minha festa de aniversario. Eu tinha gravado um cd de mp3 com musicas pra minha festa. Ah, foi isso que fiz na sexta. Me lembro agora ate da quinta. Na quinta fui pegar meu novo papelzinho do seguro de saude. Aih voltando pra festa: cheguei pontualmente as seis da tarde, horario programado pra comecar a festa. Ja estavam a Shouko mais o Kou seu namorado, a Asami e o Liao Hai e o Ken. Aih foi chegando mais e mais gente. Foi uma festa de comer beber e conversar. Ganhei um monte de presente. Na maioria camisas, inclusive duas que ficaram colantes. Uma porque o modelo era assim, outra por que foi comprada um numero pequeno. Aqui no Japao eu sou tamanho grande. O presente mais doidao foi uma luminaria de foca que ganhei da Asami. E o mais chique foram uns livros de poesia japonesa com traducao em ingles que ganhei dos brasileiros mais o Alfonso. A festa foi muito boa, ninguem bebeu ate cair, algo que aconteceu nas duas festas anteriores no alojamento.
No domingo fui mais o Yoshiro pra EXPO. A principal atracao da EXPO e um mamute congelado que veio da Russia.
Daqui a pouco continuo
Abraco
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| Ootsu |
| 04.12.05 (10:21 pm) [edit] |
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A aula comecou quinze minutos depois das sete horas. Alem do professor so tinha mais um aluno no inicio.Cinco minutos depois chegaram os outros dois alunos.
Alongamento a moda antiga, do tipo que voce treina a velocidade ao inves da flexibilidade. Uns rolamentos e nada de andar de joelhos.
katadori ikyou, nikyou, sankyou, shihounage, iriminage, kotegaeshi, koshinage. Me corrigiram a posicao dos pes e a postura decorrente, o movimento das maos e a posicao final do koshinage.
Hoje vou recomecar o aikido de novo. Deopis digo como foi.
Dionisio
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| Existir |
| 04.07.05 (8:36 am) [edit] |
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Eu vejo a arvore.
Ela existe.
A arvore olhando atravez de min ve a si propria.
Quem Existe?
Isso e danca...
Apolo
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| Norte e sul |
| 04.03.05 (9:32 pm) [edit] |
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Ha um mes e pouco, fui convidado pelo pessoal do grupo de teatro Hirakiza pra comer pastel com eles. Pastel mesmo. O hirakiza fez uma peca (com cedilha) ano passado sobre a relacao Brasil Japao. Daih o desejo deles em comer pastel. La no pastel tinha um cara brasileiro que fez um discurso sobre a separacao de Sao Paulo e os estados do Sul do resto do pais.
Lembrei disso a ler um artigo hoje na Folha de Sao Paulo:
Análise dos gastos estatais durante o Império mostra que a região Sudeste do Brasil já era privilegiada pela União em detrimento das Províncias do norte, que, à época, pagavam boa parte dos impostos do país
Raízes da desigualdade
EVALDO CABRAL DE MELLO COLUNISTA DA FOLHA
Investindo contra a centralização do Império em "A Província" (1870), o advogado, jornalista e político alagoano Tavares Bastos [1839-75] analisou, com base no exame do orçamento imperial de 1866-1867, a verdadeira espoliação fiscal a que as Províncias do norte (do Amazonas à Bahia) eram submetidas pelo Rio: "Satisfaz o Norte, na parte que lhe compete, a todos os encargos da União. Paga as despesas da administração geral nas suas Províncias. Paga os serviços que lhes interessam, vapores e estradas de ferro. Paga, além da que nelas se efetua, a quota relativa da despesa com o Exército e a armada. Paga a quota igualmente da representação nacional e da administração central. Paga os tributos legados pelas guerras do Sul (do Prata, por exemplo), sofre o papel-moeda, atura a dívida pública. Ainda mais: remete ao Rio de Janeiro saldos líquidos, alguns milhares de contos. Deve acaso, por cúmulo de males, suportar a centralização?".
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Quando fui perguntado pelos japoneses por que eu achava sem sentido a proposta de divisao do Brasil proposta pelo rapaz la, eu perguntei aos japoneses se fazia sentido Toquio se tornar independente do Japao.
HOje comecou minha primeira semana do meu ultimo ano do mestrado aqui no Japao. Cheguei tarde no laboratorio, pois um saci perere me escondeu um dvd que eu gravei com o photoshop. Precisava dele pra dar uma garibada numas fotos pruma exposicao que comeca hoje. O saci escondeu muito bem e eu nao encontrei. A unica descoberta que eu tive e que o crime nao compensa. Comprei um dvd pirata do Rappa e veio um do Jorge Aragao. Nada de contra o Aragao, mas queria outro dvd.
Ate mais,
Dionisio
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| Nurnberg- Mannheim |
| 02.22.05 (6:14 am) [edit] |
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Oi Galera,
POis e eu to meio estranho e ta dificil ficar com os pes no chao. Foi por isso que torci o pe descendo a escada do teatro. E hoje teve alguns momentos que quase cai ou torci o pe denovo. Agora estou em Mannheim que fica perto de Stuttgart. Tem um amigo meu que trabalha aqui como assistente e mestre de ballet. Ai como minha presenca tava dando nos nervos do rapaz la de Nurnberg. E ele nao podia pegar nehum rapaz e levar pra casa por minha causa, resolvi desaparecer de la e aparecer aqui.
Ficar na casa dos outros e complicado...
Quarta de tarde vou no treino de breakdance e depois assistir a um ballet. Hoje assisti a um ensaio da compania foi maneiro.
Quinta de manha pego um trem chiclete pra Nurnberg e trabalho de quinta a sabado. Domingo pego um trem bala pra Berlin.
beijo
Apolo
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| Arquitetura do mal |
| 02.06.05 (10:27 am) [edit] |
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To trabalhando em Nurembergue fazem 3 semanas e faltam 3 pra treminar.
O coreografo é fraco e é super apegado aos seus steps. E isso e complicado. POis ele acha que tudo que ele cria e algo semi divino...
Bem hj fui no Dokuzentrum. Um museu da historia Nazista. Ele fica dentro de um predio que deveria se tornar um centro de convencoes. Do partido Nazi. Mas como a maioria dos projetos de Hitler nao foi concluido.
tenho que sair aqui do Cafe faltam 6 minutos...
Bem o fato e que quando cheguei a Berlin passeando pelo meu bairro vi uma construcao imponente e amedrontadora com janelas escuras e gigantescas. Na hora pensei: " Evil people may work inside". Tipo Cia ou sei la oque. Really bad Vivration. Ai fui passear em outro lugar. Mais tarde fiquei sabendo que essa construcao foi o aeroporto constrido por Hitler...
E e mais ou menos esse o efeito da arquitetura do 3 Reich. Impor respeito e medo...
beijo
Apolo
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| sabado feira |
| 01.26.05 (2:02 am) [edit] |
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Sabado foi um dia legal. Mas antes de falar do sabado vamos falar de sabado. Sabado em japones e doyoubi. Aparentemente dia da terra, sim terra em minusculo. Mas, nao e, pois esse terra quer dizer saturno. Ora pois, saturno se escreve com o mesmo ideograma de terra.
Agora do meu sabado, acordei muito cedo, muito mesmo. Aih sem nem tomar banho nem nada peguei minha bicicleta e pedalei em 20 minutos da minha moradia em Fujinaridori ate a estacao de trem de Tsurumai. La encontrei a La tan e a You Hou. Esse e o nome de chinesas em japones. O nome delas em chines e diferente, a Hou e Fang ou algo assim. Fomos amassar moti numa escola primaria em Toribami. Amassar, ou melhor, fazer o moti e uma cerimonia tradicional aqui no Japao. Antes de agredir o arroz ate ele virar uma pasta, fomos conversar com as criancas. Na sala que eu fui alem de mim tinha uma menina da Romenia e uma coreana e dois chineses. Nao rolou uma sinergia com a criancada. Saih de la antes de acabar a parada e vim de volta a Tsurumai.
Cheguei atrasado pra minha aula de capoeira. O Junior chegou mais atrasado que eu. Tinha uma festa duma galera da Indonesia no saguao do dormitorio onde dou as aulas. Entao fomos treinar fora. Devia estar uns 10 graus, quente pra inverno. Ensinei negativa e role pra galera. Depois da aula fui a Osu com o Seth. O Seth e um americano doidao que eu conheci numa boate num dia que estava passando um filme sobre o Tibet. Ele e quadrinista. Ou ele desenha banda animada, se alguem portugues vier a ler isso aqui. Comemos num restaurante pseudo mexicano. Visitamos uma amiga dele que trabalha numa loja de roupa.
Fui ao HMV, isso e uma loja de musica. Comprar presente pro Alfonso, que fazia sua festa de aniversario naquele dia. Antes disso ja tinha comprado um radio com encaixe pra rolo de papel higienico em Osu. Mas nao pude ficar com a galera la.
Fui a Kitashounennoie. A casa do jovem do norte. Ia ter uma palestra dum ex professor de japones no grupo de teatro. Ele falou sobre fazer camaradas (nakama). Segundo ele nakama e alguem que tem o mesmo objetivo que voce. Nao pude ficar pra jantar com eles pois tinha a festa do Alfonso.
Voltei a Sakae, cheguei atrasado no aniversario. Mas ainda nao tinham comecado a beber. Sentei junto de dois australianos. Eles falam um ingles ruim de entender. E mais duas japonesas. No meio da mesa estavam os brasileiros. Na outra ponta o aniversariante, espanhol, mais japoesas e hablantes de espanhol. Nao fui beber com eles depois da janta.Fui tocar djambe na rua. Quem me chamou foi o Fumi. Eu tinha o encontrado em Osu mais cedo.
O domingo pra compensar foi de fazer nada. Fui a um casamento, mas nao encontrei o casamento. Comprei uns mangas e voltei pra casa.
Dionisio
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| prova de capacidade de lingua japonesa |
| 12.07.04 (3:37 am) [edit] |
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nihongo nouryoku shiken. sol, lingua, abilidade, forca, testar, eficiencia. Estes sao os ideogramas, antes vieram os fonogramas. No titulo esta a traducao.
Pois, pois, depois de alguns anos resolvi tentar de novo a prova de proficiencia em japones. Reprovei nesta prova em 2001, tendo passado nela em 2000. Eh que tem varios niveis. Em 2000 passei no nivel 3. Em 2001 reprovei no 2. Domingo proximo passado, passei (ainda nao chegou o resultado) no 2.
Agora vou estudar pro ano que vem, pro nivel 1. Mesmo tendo "proficiencia" nao quer dizer que sejamos proficientes nesta lingua. Pois mesmo os japoneses de vez em quando nao sabem ler algumas palavras. Tudo isso comecou na China, ha alguns milhares de anos, quando resolveram desenhar em cascos de tartarugas. Aih acabaram por criar uma lingua cheia de desenhinhos lindos pra fazer tatuagens e camisetas tecno. Dizem que tem um dicionario chines que lista 80 mil caracteres. Isso e coisa. Pra prova que eu fiz tem que saber uns 1000. E mais ou menos o que um japones sabe ao acabar o primario. Eu ainda estou estudando os ideogramas da penultima serie do primario. E estudar nao quer dizer nem saber nem ter decorado. Alias, cada um destes simbolos tem no Japao varios sons e significados.
No Brasil, quando fiz a prova tinha um monte de crianca descendente de japones que fez a prova junta comigo. Ja aqui no Japao e uma galera de chines que faz a prova. Nunca vi tanto chines na minha vida.
Depois da prova fui mais o Artur, um portugues, tomar um cafe pra esperar o metro descongestionar. Fomos a um cafe lindo, uma casa de cois andares coberta por trepadeiras. Eu comentei com o Artur que nao gosto de comer varias coisas como margarina e chantili. Foi justamente o que ganhei na minha torrada e no meu chocolate. Isso ainda me custou 700 ienes, uma nota agora que o iene esta super valorizado... Bom, pelo menos a prova eu acho que vou passar.
Dionisio
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| dever de casa |
| 12.01.04 (10:40 pm) [edit] |
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Ta chegando no fim do ano e nem por isso acabou o semestre. Nao, aqui nao tem greve. Mas o ano no Japao comeca na primavera. Eles chamam isso de ano fiscal, ou melhor chamam de nendo, e traduzimos como ano fiscal. Apesar do ano nao acabar acaba, e festejam isso com o bounenkai, encontro pra esquecer o ano. E comemoram o ano novo com algo que deve se chamar shin'nenkai ou encontro de ano novo, em portugues.
Entao, o ano nao acaba, nas o semestre ja esta no meio e tenho um monte de dever de casa. Um pra aula de kuukan. Pra aula de kuukan de quinta, por que tenho tres aulas de kuukan pela semana. Kuukan e espaco, e adoram botar esse nome nas aulas. A aula de quinta e de kuukan kousei, compos icao do(e) espaco. Pra essa aula vou apresentar sobre Brasilia. Aih tem outra aula de quinta, na qual o dever de casa e apresentar os pacos (com cedilha, por favor) de uma obra publica, no Japao. Esse eu nao sei nem por onde comecar. Aih tem um dever de casa de outra aula de kuukan que e pra apresentar sobre o filme En Plein Soleil. Aquele que o Alain Delon fica sem camisa e parece novela das 7. E tem mais um dever de casa, da aula de etica na engenharia, que o tema e livre, mas temos que escrever 5 mil caracteres. Aiaiai. Eu nao me lembro de ter escrito mais que uma pagina em japones.
Mudando de assunto, ja me acostumei com o clima fresco do outono. E ja comi um caqui. E assisti o hauru no ugoku shiro. Castelo movel do Rauru. A ultima animacao do Miyazaki, o cara que faz os desenhos mais populares aqui no Japao. Alias fui ontem. Foi legal. Fui mais o Alfonso, a namoradinha dele (nao me lembro o nome) e a Mieko, minha amiga. Eu sentei num lugar que ficava tremendo o tempo todo. Achei que estava tendo terremoto, de tanto que tremia. Mas ninguem no cinema nem parecia sentir. O Alfonso opinou que podia ser apenas a vibracao dos trens, pois fomos assistir o filme num cinema na estacao de Nagoya. Trem e o que nao falta por la.
Dionisio
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| Aula de hoje |
| 10.21.04 (11:01 pm) [edit] |
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Hoje tive minha aula mais divertida da semana. A aula de sistemas ambientais quimicos 2. Fiquei muito feliz ao saber que tem um professor pesquisando o microbio do nattou e tendo resultados incriveis. O nattou (esse tt e uma pausa e o ou e um o longo oo) e uma comida japonesa descoberta, criada na segunda metade da era Heian, quando uma galera no leste do Japao nao tinha nada o que comer, so o feijao fermentado (nao vou usar aqui o termo podre pra nao magoar a Tati que adora nattou). No ano passado passou num programa de tv chamado toribia (trivia) que o fio do nattou (tipo o do quiabo) atingia uma altura de uns 20 metros sem partir, ultrapassando assim a altura do daibutsu (grande buda). Entao esse professor, que se ouvi direito e da Universidade de Kyoto, estava pesquisando o natto pra ver se conseguia fazer uma linha. Ele descobriu que o a linha do nattou era composta de bacterias de nattou, nattouki. E usando os nattouquizinhos da pra solidificar agua numa proporcao de um pra cinco mil. Entaao, daria pra usar nattou pra coisas como parar com a desertificacao, por exemplo. Agora eles estao pesquisando uma forma de separar as bacterias industrialmente, pois quem as separa sao os alunos.
Nattoku shita? convenceu? (essa frase quem criou tambem foi a Tati, ja conversamos sobre nattou antes :) )
Beijo
Dionisio
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