Apolo, Dionisio, Demetrius e David


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guia turistico de Nagoya - Dionisio
08.19.04 (12:07 am)   [edit]

O turismo pra mim vai alem de fotografar os predios, andar pelas ruas e sentir a cidade. Isso e super bom de fazer aqui no Japao.


Primeiramente, vamos passear por Nagoya. Nagoya foi destruida na segunda guerra. Queimaram seu castelo. A cidade foi reconstruida com ruas largas, largas a ponto de lembrar de Brasilia. Mas sobraram algumas ruas, como Iida Kaido. Iida kaido tem algumas casas germinadas, que sobraram de antigamente.


Agora estou com preguica e continuo depois.


Dionisio

 
Morro que sobe e desce - Dionisio
08.16.04 (1:13 am)   [edit]

Foi dia doze proximo passado. Acordei bem cedo, pois tinha de estar aos pes da Nana chan as sete da manha. Tinha deixado meu quarto todo baguncado por conta de arrumar a mochila. Na minha mochila azul que ja tem uns dez anos estavam mantimentos pra tres dias comprados as dez da noite do dia anterior no supermercado caro que fica aberto ate uma da manha. Acho que foi a minha compra mais cara num supermercado: tres mil e trezentos ienes.


Estava la nos pes da boneca gigantesca antes do combinado. Minha mochila leve, faltando principalmente o protetor solar e um colchaozinho. Depois chegou o Patrick e depois dele a Ai. Foi a segunda vez que fui a Takayama. Mas nao paramos la. De Takayama ainda pegamos dois onibus ate chegar a Kamikouchi (kou se le coo e chi se le ti, sotaque brasiliense). Kamikouchi e uma das portas dos Alpes do Norte do Japao. Apesar de serem alpes do norte nao sao la pra Hokkaido nao, e sim em Nagano e provincias vizinhas. Pegamos um mapa, a Ai pagou mil ienes de seguro e comecamos a caminhada pra riba. Eu fui andando bem divagar e tirando fotos, o Patrick foi bem rapido na frente e a Ai cansou e foi divagar tambem. Como estava ficando tarde, eu e o Patrick fomos na frente pra montar as barracas antes de escurecer. Chegamos todos antes de escurecer na area de acampamento.


Nas montanhas anoitece mais cedo, e as pessoas vao dormir mais cedo, ate aqueles que estavam enchendo a cara com saque vao dormir assim que o sol se poe. O ceu estava lindo, nao tinha uma nuvem e so a luz da pousada. Dava pra ver o Escorpiao e a Via Lactea, alem de varias estrelas cadentes. Em ingles sao shooting stars e em japones sao nagare boshi, algo como estrelas deslizantes.


Segundo dia, decidimos ir ate o topo da montanha sem as mochilas, pois tinha sido dificil ir ate ali com os mochiloes. Depois de uma hora de caminhada, a Ai desencanou de subir. Ela voltou pro acampamento. A subida nao era tao dificil, nos lugares mais complicados, tinha corrente pra ajudar ou escadas. Mas aos 2500 metros de altitude, qualquer esforco cansa mais, acho que e por causa do ar rarefeito. Apesar disso a montanha estava cheia de tias, vovos e criancas. Uma das coisas mais legais de subir montanhas e que todo mundo se cumprimenta. Diferente da cidade ontem tem gente de mais, e seria inviavel cumprimentar a todos. Na montanha, a saudacao serve pra avisar ao outro sua presenca, super importante.  Por volta do meio dia chegamos ao topo. Como estavamos com pouca agua, resolvemos nao esticar o passeio ate o outro topo que e o terceiro mais alto do Japao. Mas estavamos bem altos, mais de tres quilometros de altitude. O ceu estava todo azul e dava pra ver o monte Fuji la longe. Voltamos sem muitos problemas. Por nao ter dormido direito a noite anterior fui dormir cedo e mais agasalhado. Nada de estrelas.


Terceiro dia, acordamos e o dia estava meio nublado. Resolvemos descer e passear la em baixo, pra Ai se divertir tambem. Antes disso, subimos ate uma caverna de gelo, impressioante ainda nao ter derretido todo o gelo, no verao quente daqui.  Quando estavamos voltando pras tendas, comecou a choviscar. Esperamos dentro da pousada ate a chuva se acalmar um pouco e descemos a montanha. A chuva foi diminuindo e logo parou. fomos ate o lugar de informacao e decidimos o lugar pra acampar. Foram duas horas de caminhada na beira de um rio lindo. Ninguem tomando banho no rio. Acampamos na grama. E tao melhor do que dormir na pedra. Nao passei frio.


O quarto e ultimo dia comecou com uma chuva prolongada, que serviu de desculpa pra eu nao ir ate o rio tomar banho. Eh, passei tres dias sem tomar banho. Tomamos o cafe da manha dentro da barraca e pe na estrada, no meio do caminho a chuva parou. Assim que chegamos numa loja de lembrancas, me dei conta que uma das alcas da minha mochila estava solta, a argola que segura o pino nao estava la. Comprei um chaveiro com um kappa (especie de saci perere verde com agua na cabeca que vive nos rios japoneses) e usei a argola pra mochila. Pegamos os dois onibus logo entao tivemos bastante tempo em Takayama. O Patrick que passou o tempo todo na montanha todo energico, estava bastante recluso, a Ai estava de boa. Vimos uma exposicao muito maneira de caligrafia semi japonesa. Como assim semi japonesa? O estilo de caligrafia era japones, as letras nao. Achei muito bonito e troquei uma ideia com uma das alunas da artista, que chama Ando.  Ela expoe em Toquio normalmente. Chegamos aqui em Nagoya as oito da noite, por causa dum engarrafamento.  A minha bicicleta nao estava onde a deixei, acho que a policia a sequestrou, por que estacionei em local inadequado (porem cheio de bicicletas). Tomar banho foi muito bom. Estava mais sujo do que pensava. Dormir na minha cama e com ar condicionado nao foi tao bom quanto dormir na montanha no frio  com meus amigos.


 


O lugar e todo preparado pra turista.

 
Ensaio Geral ( Apolo )
08.14.04 (5:17 pm)   [edit]

 


 Auto reverse solo for 11 men.


Uma mesa preta com uma parede da mesma cor no meio com 11 buracos. 11 performers com os corpos separados.  Sao 10 horas da noite e ta pra iniciar o segundo ensaio geral. Tivemos um as 8. A performance deve durar 45 minutos. Nao tem relogio ou nehum tipo de sinal externo pra avisar agente do tempo. Durante a faze de ensaio deram um exercicio pragente onde deviamos improvisar uma sequencia de movimentos durante 10 min. Nesse dia dancamos 50 minutos e pra min e outros bailarinos foi como 10 ou 15. Geralmente dancamos por volta de 43 a 47 minutos agora que chegaram a essa forma . Isso em grupo e apenas reagindo a sensacao de tempo.


Estamos todos deitados cada um em seu buraco. Saias duplas de lycra impedem que o publico possa ver a parte do corpo do bailarinno que fica do outro lado da parede. Assim é possivel nos movimentarmos mas nao muito. Mas e incrivel tudo o que descobrimos ser possivel fazer preso a esse buraco. Silencio respiro fundo varias vezes e mergulho nesse processo meditativo de sentir o tempo e fazer a viagem pelas fazes da performance. Ali deitado com os olhos fechados escuto a voz da diretora dando explicacoes ao publico, nao da pra entender oque ela fala.


As portas se abrem e escutos passos numerosos espalhando se pela sala. Pessoas falando, cochichando. Com os olhos fechados o meu foco mental de divide e passeio pelos sons do publico ao mesmo tempo que comeco a me comunicar com musculos isolados do meu corpo. Tempo, tempo, tempo. Uma luz vermelha bem discreta no teto da sala do teatro se apaga. Isso significa que as porta se fecharam. Devemos esperar 3 minutos e comecar entao a movimentar. Eu comeco entao minhas tarefas entre elas nao levantar o corpo e sentar, apenas trabalhar com as pernas e fazer micro movimentos com os musculos. O argentino do meu lado esquerdo sempre se levanta rapido. E o italiano da minha direita sempre demora. Teve um ensaio com publico que decidi levantar o corpo bem depois dele. Ele tomou o maior susto e pensou que eu cai no sono como num dos primeiros ensaios.  Com so olhos semi cerrados posso ver pelo cantinho apezar da minha cameca apontar para o teto dois bailarinos a minha esquerda e a minha direita. Apartir dai tomo minhas decisoes de levantar ou nao e montar a pintura a fotografia. Essa faze se chama muscle work. Sentados seguimos um repertorio pre estabelecido pras pernas que nao precisa ser seguido a risca. E  com o torso e cabeca tocando a parede, mostramos as costas para o publico. Fazendo uma danca de musculos isolados, cada um do seu jeito. Ela deve durar 15 minutos. E possivel deitar de de costas e fazer pausas pra descancar. Terminada essa faze cada bailarino comeca a deitar na posicao de descanso de acordo com o seu timming individual. E de acordo com o grupo. Assim um por um vai se deitando e colocam bem devagar as palmas da mao na parede. Isso cria uma imagem como se nos estivessemos apoiando numa mesa.


Todos imoveis a mesa de madeira nao geme. Mas o publico dando voltas na instalacao me impede de escutar o silencio e esperar a recao do grupo. Por incrivel que pareca o silencio contagia o publico. Alguem na mesa comeca a coreografia em fracoes de segundo eu reajo como os outros bailarinos e estamos ali derrepente todos dancando sincronizados e sem musica. So o barulho de nossos corpos rolando de ombro pra ombro dentro do buraco apertado e em seguida se batendo contra a parede vertical e a mesa horizontal. Rapidamente a coreografia acaba. Imoveis e na vertical vamos desmontando um por um e logo estamos deitados denovo.


Silencio ,o grupo reage denovo e comecamos  juntos o pendulo sincronico de ombro pra ombro rolando nas costas. Durante tres minutos devemos permanecer juntos e apartir dai acelerar ou brincar com o ritimo da forma que quizer. Essa parte se parece com as musicas de Steve Reich ou Phillip Glass. Primeiramente um so ritimo depois trios sincronicos duetos quartetos, que se encontram e se desfazem. A mesa parece um enorme tambor. Davide o italiano da minha direita é o responsavel por dar uma porrada na mesa depois de 5 minutos, esse é o sinal de que rapidamente devemos chocar o torso contra a parede. Um grande estrondo e silencio novamente. Apenas a respiracao ofegante de 11 performers.


10 segundos pausa na relax position, coreografia das pernas pausa de 20 segundos, coreografia 2 das pernas, estatua durante 30 segundos murchar as pernas que estavam tensas e esticadas. Rolar simultaneamente e ficar de brucos.  Ai temos 15 mintos pra realizar tarefas que se chaman:  Tiques nervosos Showing and distorcion, show girls ( coreografia com as pernas cruzadas de forma feminina ). E por ultimo duration que consiste em escolher uma posicao e segura la ate nao aguentar mais. As respiracoes se tornam ofegantes e os corpos tremen com pernas e bracos esticados e suspensos. Nessa hora nós parecemos seres super frageis. Quando nao aguento mais volto pra minha posicao de repouso que é a mesma que comecei a performance. Ate que todos retornem as suas poiscoes de repouso( 5 a 8minutos). Fizemos hoje o primeiro em 43 min e o segundo em 46.


A magica desse espetaculo e extamente essa. O tempo o grupo tomar decisoes e desencadear processos. Parece que nao sao mais 11 performers e sim apenas um so homen.

 
Ultimas semans ( Apolo )
08.11.04 (12:36 pm)   [edit]

 


 


    Ultimas semanas.


 


 


Estamos trabalhando com o tema Masculinidade. Essa instalacao de danca    & nbsp;   &n bsp;   &nb sp;   “ Autoreverse Solo for 11 men”, e a segunda peca de uma triologia sobre sexualidade e fragmentacao de uma diretora e performer aqui de Berlin. Na primeira ela trabalhou com o feminino. Tinha por volta de 20 ou 30 mulheres que ficaram um tempo sem se lavar  e espalhadas num ambiente pouco iluminado com sacos pretos cobrindo o corpo da cintura pra cima, criavam uma paisagem e um ambiente com cheiro especifico. O nome da peca era algo como o numero de mulheres da instalacao performance multipicado pelo numero de buracos de cada uma. Eu nao tava la e falo por alto apartir das coisas que ouvi. Essa peca tambem tinha haver com a questao da sexualidade da mulher no universo mulcumano.


 


Agora ela trabalha com 11 rapazes inspirada pela forca do futebol no universo masculino. Fui entrevistado por ela fazem 2 meses e meio. E nesse episodio discutindo masculinidade e femilinidade, acabavamos todo o tempo esbarrando em cliches e coisas superficiais.


 


Agora depois de um mes trabalhando com simbolos de masculinidade traduzidos em movimento. Chegamos a um ponto abistrato que nao fala muito da alma masculina e sim de forma e individualidade.


 


Parte do nosso treino consistiu em Chi Cong e Feldenkreiss. A forma de Chi Cong que praticamos nao foi a que se parece com Tai Chi. E sim uma forma que esplora a respiracao auto massagem e movimentos lentos assim como pausas sinistras que faziam o braco tremer e queimar. Legal foi que, apartir da terceira aula eu venci umas barreiras minhas de manter a posicao durante mais tempo e cheguei num nivel de tremedira. Onde eu sentia um fluxo muito forte de energia pelas palmas de minhas maos e a minha aura.


 


Feldenkreis e um sistema desenvolvido por um fisico, judoca, policia israelence. Apartir de observacoes pessoais e aglutinacao elementos de tecnicas como Alexander e Cranio Sacral entre outras. Pra lidar com limitacoes corporais. Verificar como o corpo aprende, como ele cria limites, habitos. Habitos aqui podem ser nocivos ou positivos. Esse Feldenkreiss vai ter um post pra ele sozinho.


 


Depois conto como estao sendo os ensioas gerais.


 


 Beijo


 


 Apolo

 
atualizacao do pintura japonesa
08.05.04 (5:51 pm)   [edit]

POIs eh,


Apresentei meu trabalho sobre pintura japonesa na segunda feira proxima passada. Descobri que rokushou (verdeazul) e verde. Isso e uma das coisas intrigantes do Japao. Eles tem um entendimento do azul e do verde diferente do nosso. O sinal de transito, as folhas das arvores e as frutas nao sao verdes, mas azuis. Porem o rokushou e verde.


Dionisio